B´NAI B´RITH DO RIO DE JANEIRO OUTORGA MEDALHA AUSTRAGÉSILO DE ATHAYDE A PERSONALIDADES DE DESTAQUE NA LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS
Em uma emocionante comemoração a Associação Cultural e Beneficente B'nai B'rith do Rio de Janeiro outorgou ontem a Medalha de Honra ao Mérito Austragésilo de Athayde a cinco ilustres brasileiros: Ali Kamel, Arnaldo Niskier, Carlos Minc, Jurema Batista e Ministro Waldemar Zveiter.
Prestigiaram a cerimônia, organizada por Jayme Gudel, Oscar Gomma, Samuel Benoliel, com a colaboração de Leila Verger, Denise Wasserman, Patrícia Tannhauser e Anna Bentes Bloch, mais de 150 convidados, entre eles, o Secretário de Segurança Marcelo Itagiba, representando a governadora Rosinha Mateus, e o presidente da FIERJ, e vice-presidente da CONIB, Osias Wurman.
"Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos".
A Medalha criada na década de 80, foi entregue pela primeira vez ao dr. Albert Sabin, pelo próprio Austregésilo de Athayde, e ao agradecer, Sabin afirmou:"Confúcio dizia que a regra dourada é -‘Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam. Mais tarde Hillel definiu o Judaísmo com a mesma sentença".
Como delegado do Brasil na III Assembléia da ONU em 1948, Austregésilo de Athayde escreveu o 1º. Artigo da Carta Universal dos Direitos Humanos:"Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação umas as outras com espírito de fraternidade!".
Samuel Benoliel, presidente da B´nai B´rith do Rio de Janeiro, destacou: "reverenciamos a Promulgação da Carta Universal dos Direitos Humanos, homenageando grande nomes cuja atuação neste setor é parte inerente de sua própria personalidade".
Ali Kamel, da Globo, se emociona ao falar dos antepassados
Começando por ordem alfabética, Benoliel falou sobre Ali Kamel, diretor executivo da Central Globo de Jornalismo, que com sua redação objetiva e definida tem sempre se posicionado como um símbolo da imparcialidade em suas análises. Desde temas como as origens e a situação atual dos muçulmanos até as favelas que tanto afligem nossa cidade. A questão racial também é um tema constante em seus editoriais.
Kamel, que recebeu a Medalha das mãos de Benoliel, chegou quase às lágrimas ao lembrar seus antepassados e enalteceu o valor da equipe para manter um jornalismo, digno, equilibrado e sincero, conforme destacou Jayme Gudel, diretor sócio-cultural da B´nai B´rith Rio de Janeiro. Kamel formou-se em Sociologia e Jornalismo e já em 1986, tornou-se subchefe da sucursal da revista Veja. Em 1991, assumiu a chefia da sucursal de O Globo, onde permaneceu por 11 anos.
Ernesto Maier Rymer, Carlos Minc, Jurema Batista, Ali Kamel, Waldmar Zveiter, Jayme Gudel, Marcelo Itagiba, Osias Wurman, Leon Mayer, Sami Goldstein, Norbeto Mendlowicz, Ilan Gorin, Arnaldo Niskier e Samuel Elis Benoliel
Arnaldo Niskier destaca a importância da Educação
O jornalista, professor, educador, administrador, ensaísta e orador Arnaldo Niskier, eleito em 1984 para a Cadeira n. 18 da Associação Brasileira de Letras, tem toda uma vida dedicada a melhorar a questão da educação e cultura em nosso país, destacou Benoliel. `Nada melhor para homenageá-lo do que o artigo 26 da Carta: "Todo homem tem direito à instrução....A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos do homem e pelas liberdades fundamentais ... promoverá a compreensão e amizade entre todos". Niskier recebeu a Medalha das mãos de sua esposa Ruth.
Carlos Minc: ação contra neonazistas
Defensor intransigente dos Direitos Humanos, o deputado Carlos Minc, que está em seu quarto mandato consecutivo, com 110 leis aprovadas, tem uma ação parlamentar e social voltada para a conquista de maior qualidade de vida para a população, e à luta contra a discriminação aos negros. Na ocasião, Minc falou de sua ação contra os neonazistas da Baixada Fluminense, recebendo a Medalha das mãos se sua emocionada mãe, D. Fanny.
Jurema Batista: combate à discriminação e amor ao povo judeu
A primeira parlamentar negra da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, deputada Jurema Batista, é conhecida como mulher guerreira por sua luta em defesa das populações excluídas. Formada em Políticas Públicas, a presidente da Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional da ALERJ, discursou sobre racismo, a dívida impagável que a humanidade tem com o negro, e seu amor pelo povo judeu. Muito aplaudida, recebeu a Medalha das mãos de sua filha Viviane.
Waldemar Zveiter: "somos todos filhos de Abrão, o pai dos povos"
Justiça, foi o tema escolhido pelo homenageado Waldemar Zveiter. Ministro do Supremo Tribunal Federal, com brilhante trajetória como jurista e intransigente defensor dos direitos humanos e da causa do judaísmo e do sionismo em nosso País, Zveiter teve destacada atuação no julgamento do Caso Elwanger e tem se dedicado ao combate do anti-semitismo na Internet. Autor de "A Gênese Judaica dos Direitos Humanos", usou palavras flamejantes para falar sobre a luta contra a discriminação.
À deputada Jurema que não sabia da origem do ministro, disse: "Jurema, eu, como você e como todos nós, sabemos nossas origens: Abrão, o pai dos povos". Recebeu a Medalha de sua esposa Cecília e da neta Luiza.
O presidente da B´nai B´rith Rio de Janeiro, Samuel Benoliel, encerrou a noite, que conforme conta Jayme Gudel, foi marcada por lágrimas, sorrisos e risos que enchiam o ambiente do evento e se este pudesse ser definido em uma palavra seria: EMOÇÃO.
Os homegeados com o Presidente da B´nai B´rith do Rio de Janeiro - Prof. Arnaldo Niskier, Deputado Carlos Minc, Presidente da B´nai B´rith do R.J Samuel Elis Benoliel, Deputada Jurema Batista, Diretor de jornalismo da Rede Globo Ali Kamel, Ministro do STJ Waldemar Zveiter e o Diretor do Departamento Sócio Cultural Jayme Gudel
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